Pergunta: onde estão as “estrelas”? Resposta: em casa!
Onde estão as “estrelas” deste Mundial de futebol? Os Ronaldos, os Messis, os Kákas, os Ribérys, os Rooneys? Resposta: estão todos em casa. Parece uma maldição. Com esta, é a quinta vez que aquele que é eleito o melhor futebolista do mundo sai eliminado de um Mundial sem fazer jus ao estatuto adquirido no ano anterior.
Efectivamente, desde a criação do prémio oferecido pela FIFA, em 1993, ao italiano Roberto Baggio, que o melhor dos melhores não se consagra no palco maior do futebol. O último desta nobre linhagem a cair foi o argentino Lionel Messi - deixou África como a tinha encontrado, sem um único golo.
O camisola 10 da Argentina foi para casa, onde já estavam Kaká (Brasil), Rooney (Inglaterra), Ribéry (França), Buffon (Itália) e Ronaldo (Portugal). As principais estrelas das selecções mais fortes quase nem tiveram tempo de desfazer as malas: franceses e italianos nem passaram da primeira fase, ingleses e portugueses não transpuseram a fronteira dos oitavos-de-final; os brasileiros caíram nos quartos-de-final.
Lionel longe de Messi
“Lionel esteve longe de Messi. No seu último dia no Mundial, foi apenas um reflexo dele mesmo”, foram as palavras duras do jornal argentino “Olé” na crítica à derrota frente à Alemanha (4-0). O jogador que deixou Rosário, na Argentina, com 13 anos, para abraçar a Catalunha e o Barcelona.
“Farsa” e “vergonha” foram algumas das palavras gritadas pelos jornalistas argentinos no momento em que Messi e outros jogadores passaram sem falar na zona mista para as entrevistas. “Messi sabe que é o maior fracasso deste Mundial”, afirmou o jornalista Danilo Avellaneda, do diário Clarín.
Em 1993, Baggio foi escolhido o melhor do ano. No ano seguinte, falhou o penálti que o imortalizou pelas piores razões: deu o tetracampeonato ao Brasil nos EUA. Um ano antes do Mundial de França, em 1998, Ronaldo foi o eleito e, na final de Paris contra os “bleus”, seria o pior jogador em campo numa das derrotas mais pesadas da história brasileira (3-0). Depois foi Figo, em 2002, a chegar à Coreia do Sul com o prémio nas mãos, mas Portugal foi eliminado (e humilhado) na primeira fase. Seguiu-se Ronaldinho Gaúcho, na Alemanha, incapaz de driblar os adversários em 2006 e a cair nos quartos-de-final.
Agora, o Campeonato do Mundo da África do Sul será recordado como o grande falhanço de Messi e das grandes “estrelas”.
Cristiano longe de Ronaldo
Em Portugal, Queiroz também não contou com o Ronaldo que Pellegrini teve a oportunidade de desfrutar. O nosso Cristiano esteve muito longe do goleador Ronaldo. Os números também são assustadoramente diferentes dos do Real Madrid. Em 360 minutos marcou um golo e passou os outros três jogos em branco, realidade díspar da de Madrid, onde apontou 26 golos em 20 jogos. O português correu uma média de 8,12 quilómetros por jogo (total de 32 nos quatro jogos), rematou muito (21, 9 foram à baliza).
A hora é de Villa, o herói da Espanha. É líder dos marcadores com cinco golos apontados em outros tantos jogos.
O mesmo faz o alemão Joaquim Löw. A Alemanha, com Klose, que com 4 golos está à beira de se tornar o melhor artilheiro absoluto das fases finais, e com a técnica de Ozil, é uma arma letal. Uma espécie de Robben-Sneijder na Holanda. São estes e não os outros, as “estrelas” deste Mundial.




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