Europa prepara a próxima década
Durão Barroso apresentou ontem a “Estratégia Europa 2020” para “assegurar a saída da crise e preparar a economia da UE para a próxima década”, o plano de relançamento económico sucessor da “Estratégia de Lisboa”, que expirou este ano.
A Estratégia Europa 2020 baseia-se em “três áreas prioritárias”: um crescimento inteligente (desenvolvendo uma economia de conhecimento e de inovação), um crescimento sustentável (promovendo uma economia hipocarbónica, eficiente em termos de recursos e competitiva) e um crescimento inclusivo (promovendo uma economia com altas taxas de emprego que assegure a coesão social e territorial).
Os progressos para alcançar estes objectivos serão avaliados em função de cinco objectivos que os Estados-Membros deverão traduzir em objectivos nacionais, segundo os seus pontos de partida.
Entre os objectivos quantificáveis conta-se elevar a taxa de emprego (entre os 20 e os 64 anos) de 69% para 75% e aumentar os investimentos na investigação, passando dos actuais 1,9% do PIB para 3%.
"Herdado” da Estratégia de Lisboa está, por exemplo, o compromisso de diminuir as emissões de gases com efeito de estufa em 20% até 2020 e aumentar a parte das energias renováveis em 20% até à mesma data, no quadro de combate às alterações climáticas. Outro objectivo prevê que a taxa de abandono escolar seja inferior a 10% e pelo menos 40% da geração mais jovem deve dispor de um diploma do ensino superior até 2020. Por fim, Bruxelas quer diminuir em 20 milhões o número de pessoas sujeitas actualmente ao risco de pobreza.
Para que a Estratégia Europa 2020 suceda formalmente à de Lisboa, é necessário que os 27 a adoptem, sendo essa a prioridade assumida do executivo comunitário até ao próximo Verão. (LUSA/CORREIO)




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