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Mercado de trabalho luxemburguês está em mutação

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image Falta mão-de-obra qualificada no Luxemburgo

Numa economia mundial global, o Luxemburgo não escapou à crise. Consequentemente, ocorreu uma deterioração do mercado de trabalho que impulsionou o desemprego.

O mercado de trabalho luxemburguês não escapou à crise mas foi, mesmo assim, um dos menos afectados. Os valores do desemprego ficaram aquém dos estimados.

Para Bernard Hensmans, gestor da Monster Luxembourg, "há certamente um efeito da recessão, mas [o desemprego] é sobretudo devido ao facto de a população activa ter aumentado muito".

Seja por culpa da crise ou do aumento de população, uma coisa é certa: existe uma mutação do mercado de trabalho luxemburguês com tendência a deixar no desemprego quem não disponha de uma formação. Esta mutação desenha-se por todos os países industrializados, não só no Luxemburgo.

No Grão-Ducado, a grande maioria dos sectores, fale-se de finanças, de serviços, de artesanato, ou mesmo de indústria, as contratações estão a retomar a normalidade mas a procura dirige-se a activos qualificados.

No que respeita ao mercado financeiro, o país não pode contar com a continuação do sigilo bancário e, desse modo, começa a existir uma procura de profissionais qualificados, aptos a trabalhar, por exemplo, com produtos complexos como é o caso das finanças islâmicas.

O sector do artesanto, que emprega mais de 70.000 activos, nunca deixou de contratar novos empregados, no entanto, a procura direcciona-se cada vez mais para pessoas qualificadas, capazes de dar resposta às exigências de trabalho actuais. Um exemplo é a crescente legislação em matéria ambiental utilizada na área da construção. Para a sua aplicabilidade é preciso que o sector disponha de mão-de-obra capaz de evoluir e de trabalhar neste sentido.

Mas mão-de-obra qualificada é coisa escassa no Luxemburgo que, por isso, tem de procurar profissionais qualificados no estrangeiro.

Esta nova realidade causa uma discrepância entra a oferta e a procura de empregos. O exemplo está à vista. Se por um lado no mês de Janeiro o desemprego atingiu as 15.000 pessoas, das quais 48% dispõem de um nível de educação inferior, por outro existiam 1.300 ofertas de emprego que não foram satisfeitas.

A solução a este problema passa necessariamente por um esforço suplementar ao nível da formação contínua, oferecendo aos trabalhadores um nível de formação que os prepare para os desafios presentes e futuros do mercado de trabalho. Os jovens devem desde início ser preparados para esta realidade e alertados para a emergência de determinados sectores como as novas tecnologias ou a medicina personalizada, e a sempre presente falta de engenheiros. "Continua a existir uma grande procura de engenheiros no Luxemburgo", salienta Bernard Hensmans.

Desengane-se quem teima em pensar que os estudos são escusados para entrar em certas áreas do mercado de trabalho e desengane-se quem espera ter o mesmo emprego durante toda a vida. Por outro lado, a aquisição contínua de conhecimentos, tal como a necessidade de especialização em certos domínios são realidades a ter em conta para se conseguir uma vida profissional activa e sobreviver à actual mutação do mercado de trabalho.

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