Capital aperta o cerco a Rives de Clausen
Já é oficial: a instalação de esplanadas em Rives de Clausen é proibida. O braço-de-ferro relativamente à exploração do local foi um dos temas abordados durante o pequeno-almoço de imprensa com Paul Helminger, burgomestre do Luxemburgo, e François Bausch, vereador da capital luxemburguesa.
Foram vários os assuntos tratados ao longo da entrevista com o burgomestre e o vereador do Luxemburgo. A privatização das redes de gás e electricidade foi dos temas mais polémicos. Segundo o burgomestre, trata-se de um negócio com grande valor estratégico. A capital deve finalmente proceder à privatização dos serviços de energia, como também já foi feito na maioria das comunas do país. “É uma questão de interesse público”, estima Paul Helminger frisando ainda que “é absolutamente falso dizer que os preços vão aumentar com a passagem dos nossos serviços para a empresa Enovos”.
A habitação foi outro dos temas que esteve na mesa durante a reunião. Os preços de aluguer e compra, bastante elevados na capital, levou as figuras a falarem de multiplicação da criação de habitações a baixo preço. Uma primeira fase já foi mesmo concluída em Weimershof, onde 79 casas foram construídas. No futuro, 74 apartamentos e casas da mesma categoria deverão nascer em Kirchberg, Cessange e em Rollingergrund.
Rives de Clausen na corda-bamba
A questão ligada a Rives de Clausen é dos temas que ainda continua em suspense no conselho comunal. Recentemente, o Tribunal administrativo deu a sua sentença no que respeita as autorizações de exploração dos diferentes locais do sítio. O grupo de interesse de Clausen e onze particulares que lutaram pela introdução de uma autorização única para o conjunto de Rives de Clausen, foram obrigados a aceitar a derrota. Em segunda instância, os juízes confirmaram a validade do processo de autorização de exploração escolhido pela comuna, que considerou cada estabelecimento separado.
No entanto, o problema persiste já que a divisão de Rives em diferentes entidades não permite controlar o número de visitantes autorizados, que segundo o burgomestre, é frequentemente bastante ultrapassado. “Em último dos casos, a polícia deverá efectuar controlos pontuais em certos locais a fim de evitar uma sobrecarga, que representa um verdadeiro perigo”, explica Paul Helminger.
“No caso de um acidente num local lotado, a culpa será atribuída ao explorador, mas no final de contas, será a cidade a responsável pelo respeito das condições de exploração”, atesta.
O problema aplica-se igualmente ao serviço e ao consumo de bebidas no exterior dos bares.
De acordo com o burgomestre, esta irregularidade será alterada num futuro próximo. A supressão de esplanadas em Rives de Clausen será uma questão de tempo. De facto, o tribunal administrativo colocou um ponto final nas navettes que ligam Rives ao parque de estacionamento Glacis. Caberá agora aos exploradores do local assegurar o transporte de 1.600 clientes.
Vera Fernandes




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