Recenseamento vai avaliar as necessidades do país
O 36º recenseamento da população do Luxemburgo desde a sua independência em 1830 terá lugar no próximo dia 1 de Fevereiro de 2011.
Se o objectivo dos primeiros recenseamentos da população era apenas para simples contagem, actualmente estes constituem a base de uma documentação indispensável relativamente à estrutura socio-económica de um país. É através dos recenseamentos que se consegue avaliar a necessidade da implementação de farmácias, escolas, creches ou hospitais.
Na sequência do dia mundial da população, que decorreu no dia 11 de Julho, o Statec analisou a população do Luxemburgo tal como ela se encontra actualmente. No dia 1 de Janeiro do ano corrente, a população do Luxemburgo atingiu o meio milhão, mais precisamente, 502.066 habitantes. O que se traduz na duplicação da população em 100 anos.
O número de estrangeiros no país também duplicou no decurso dos últimos vinte anos, fazendo com que o país esteja posicionado no range da União Europeia com uma taxa de população estrangeira que se eleva a 43,1%, contra 6,2% da média na EU.
Ainda na mesma sondagem, foi verificado que os jovens de 25 anos representam apenas 30% da população residente, sendo que há cerca de 100 anos representavam 50% da mesma. Este fenómeno do envelhecimento da população é comum à maior parte dos países desenvolvidos e apresenta um problema naquilo que respeita à sobrecarga nos serviços de saúde, ao ponto de questionar a questão das pensões.
Recenseamento é obrigatório
O recenseamento geral da população em 2011 será levado a cabo através dos tradicionais inquéritos ao domicílio. O cidadão tem o dever de responder a este recenseamento por completo, ou então, sofrerá fortes sanções financeiras. “A primeira acção de um país independente assenta na contagem do número de pessoas que lá habitam. É então um dever do cidadão responder a todo o recenseamento da população”, precisa o director do Statec, Serge Allegrezza.
Vera Fernandes




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