No país do "Simplex"!
Eleitores por todo o país aguardaram no domingo em longas filas, com cartão de cidadão na mão, para obter novo número de recenseamento, problema agravado pelas falhas nos serviços electrónicos disponibilizados pelo Governo para facilitar o processo.
Depois de se dirigirem às mesas de voto correspondentes ao número de recenseamento das eleições anteriores (as autárquicas de 2009), os eleitores portugueses não viam o nome e número de identidade coincidirem e eram, desta forma, encaminhados para um posto de atendimento da Junta de Freguesia, onde o tamanho das filas ía crescendo.
Segundo Godinho de Matos, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), o problema com os novos números de eleitor dos cidadãos com cartão de cidadão deve-se a uma “alteração no significado no código postal” e “não com a mudança de residência”.
“Há imensas pessoas que não mudaram de residência, mas limitaram-se a obter o cartão de cidadão que por força do código postal ou porque antes não tinham código postal, ou porque agora puseram os últimos três dígitos, ou por qualquer uma dessas razões, passam por ter um novo numero de cidadão eleitor”, explicou.
O porta-voz disse que “esse novo número é distribuído pelas juntas de Freguesia competente sobre a área de residência declarada no cartão de eleitor e depois distribuído por secções de voto. Só que para se votar tem de se reunir as duas informações. Mas como o sistema está em baixo não se consegue saber”.




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