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"Aceitamos pessoas sem que tenham um determinado curso"

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image "Dou tanto valor à pessoa que lava louça ou que faz a pizza, como a quem dirige o restaurante", Carlos Bernardino

Deliciarmo-nos com uma boa Pizza ou uma fresca salada feitas no momento, servidas com um amável sorriso e com a tradicional qualidade, eis o que uma extremosa e competente jovem equipa nos proporciona nos três estabelecimentos da Pizza Hut sediados no Luxemburgo; Strassen, Beggen e place d'Armes.

Carlos Moura Bernardino, 53 anos, natural de Chãs de Égua, Piódão, Arganil, começou a lavar pratos e hoje é administrador-delegado da Pizza Hut no Luxemburgo.
O Correio entrevistou este português serrano que está no Luxemburgo já lá vão 37 anos.
Correio: Carlos Bernardino, quando saiu da sua aldeia?
Carlos Bernardino: Tinha 11 anos. Fui estudar para a Figueira da Foz e depois para Coimbra. Em 1972 cumpri o serviço militar na escola de oficiais em Mafra. Recusei fazer 4 anos de tropa e propus em troca prestar serviço social. Não aceitaram. Saí do país e vim para o Luxemburgo.
C.: Estudava com que objectivo?
C.B.: Os meus pais queriam que eu fosse padre. Mas eu era, e sou, contra alguns princípios pelos quais se rege a igreja. O mais saliente é a questão do celibato que é uma aberração e com a qual não estou de acordo. O homem e a mulher vieram ao mundo para estarem juntos, completam-se e por isso nunca aceitei o celibato. Sei que há muitos sacerdotes que são honestos e correctos, mas também sei que há outros que são infelizes porque lhes falta a realização humana do ponto de vista afectivo.
C.: Falemos então da Pizza Hut. Como se iniciou na empresa em que trabalha?
C.B.: Eu já tinha estado no Luxemburgo. Durante três anos, nas férias de verão, trabalhei a lavar louça para ganhar para os estudos e com 21 anos vim definitivamente para este país.

Apesar de ter capacidades, nunca mudou de trabalho

C.: Foi logo trabalhar para a Pizza Hut?
C.B.: O restaurante chamava-se Vimpi e foi o primeiro que teve a sociedade Happy-Snacks. Em 1983 a sociedade fechou alguns restaurantes e adquiriu a marca Quick. Em 1987 surge a primeira casa Pizza Hut na Praça de Paris, no Luxemburgo. Em Dezembro do mesmo ano abre a Pizza Hut na Praça de Armas na capital. Fui para lá destacado como gerente principal. Em 1995 abre em Strassen e em 1998 em Beggen. Evoluí. Cheguei a assistente de direcção e hoje tenho a responsabilidade de ser administrador-delegado da sociedade Happy-Pizza que engloba as Pizza Hut’s, o Chi-Chichy’s e os Hesky’s, restauração rápida mas muito próxima do biológico.
C.: Não experimentou outro trabalho?
C.B.: Apesar de sentir capacidades para desenvolver outro tipo de actividade e entrar noutro domínio, como num banco, nunca mudei de trabalho. O patrão não me deixou sair e passadas três semanas fui promovido a assistente de gerente.
C.: Então já estava preparado para este trabalho?
C.B.: Não estava nada preparado para este ramo. A força de vontade aliada a cursos de formação ditaram o futuro que hoje tenho. Sempre que surgiam fazia questão de os frequentar e evoluir cada vez mais. Fiz cursos de formação de recursos humana, regularização de conflitos etc., o que me deu um grande apoio e um grande desenvolvimento na minha carreira.
C.: Pensam em abrir outras casas de restauração?
C.B.: Abrir outros restaurantes está nos nossos planos. Somos uma sociedade dinâmica. Estamos a negociar um novo local em Bascharage, situado no parque de estacionamento do Cactus, onde pensamos abrir em finais de 2010. Encaramos as possibilidades Gasperich e Diekirch que têm muito potencial para explorar.
Estamos a estudar outras formas de restauração que podemos adaptar e que serão viáveis no Luxemburgo. Ainda não posso avançar com mais informações, mas num futuro próximo iremos abrir mais casas com outro nome.
C.: Outro nome e outras formas, ou dentro da linha da Pizza Hut.
C.B.: Tem que ser diferente, pois se assim fosse seria uma concorrente directa da Pizza Hut. Tem que ser algo que vá ao encontro do que as pessoas pedem e que corresponda ao que elas exigem. Hoje as pessoas querem saber o que comem e vão ao restaurante em família ou com amigos não só para comer mas também para passar um bom bocado num bom ambiente.
Por outro lado o sucesso de um comércio passa por três pilares fundamentais: o produto, o local e os homens e mulheres que aí trabalham.

Os lucros da empresa também são para os clientes

C.: Este ano a Pizza Hut fez alterações no interior das suas casas. Porquê?
C.B.: Fizemos uma grande alteração nas nossas casas. Investimos cerca de 2 milhões de euros e o interior das nossas casas oferece agora um maior conforto e harmonia.
Desta forma demonstramos aos nossos clientes, que os lucros da empresa também são para eles, na forma de investir em melhoramentos para o seu bem-estar.
C.: Grande parte dos funcionários da Pizza Hut são jovens. É um princípio da casa?
C.B.: Há diversas razões mas não há segredos. Primeiro fazemos uma selecção, depois segue-se um tempo de formação, após o que a pessoa é deixada “sozinha” para que demonstre o que aprendeu.
A razão de termos uma equipa jovem é porque aceitamos pessoas sem que tenham um curso determinado. Só pedimos que sejam disciplinadas, amáveis e que gostem daquilo que fazem, nós ocupamo-nos da formação. Nos jovens entre os 18 e os 28 anos a comunicação é mais fluída. No entanto se uma pessoa mais idosa corresponder aos critérios da firma, também é bem acolhida. Estamos dispostos a dar todas as oportunidades. Na nossa casa de Strassen temos uma senhora ainda jovem que veio de Portugal há 4 anos e que não falava francês. Fez esforços, também nós fizemos esforços, demos-lhe uma oportunidade e hoje é uma pessoa integrada no Luxemburgo. Posso garantir que talvez o futuro dessa senhora passa pelo futuro que a Pizza Hut lhe deu. E temos mais pessoas nessas condições.
Temos uma jovem de cor que estava num “Foyer”, pediram-nos ajuda, demos-lhe a oportunidade e hoje é uma colaboradora exemplar. A mim ajudaram-me eu faço o possível por ajudar também.
C.: Quantas nacionalidades trabalham nas vossas casas?
C.B.: Uma dezena de nacionalidades diferentes Temos colaboradores que chegaram com o estatuto de asilo politico e hoje estão devidamente legalizados.
C.: O Carlos Bernardino não é um administrador de secretária?
C.B.: Somos uma cadeia que é composta de elos e cada elo tem uma responsabilidade. Se um desses elos se parte a cadeia já não funciona. Dou tanto valor à pessoa que lava louça ou que faz a pizza, como a quem dirige o restaurante ou até como a mim mesmo. Estou sempre no terreno. Se queremos conhecer uma equipa temos que estar por perto. Por vezes uma sociedade não funciona porque os dirigentes limitam-se a ficar nos escritórios e a dirigir ao longe. Se queremos ver os problemas ou as oportunidades de uma firma, temos que estar integrados na equipa. Só assim podemos ouvir e resolver os problemas. Sentar à mesa, conversar de forma empática e encontrar soluções para aquilo que pensamos ser problema. No final encontram-se soluções para fazer melhor e para progredir.
Sou um homem do terreno e o operacional passa à frente do administrativo porque, no dia que não exista o operacional e o cliente, de nada adianta ser administrativo. Não funciona. Tem que existir um equilíbrio, mas dou prioridade ao contacto com a clientela.
O nosso grupo tem em todo o mundo 40 mil restaurantes e no Luxemburgo cerca de 150 colaboradores.
Aproveito para desejar Boas Festas a todos. E quando quiserem aparecer, há sempre um café quente à espera, que oferecemos com carinho.

L. Fonseca

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Maria Graça Oliveira on 03/15/2010 13:49:00
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Snr. Carlos Bernardino, peço desculpa por estar a ser atrevida. Trabalho para o estado português, mas preciso de um trabaLHO temporário nas férias. estou disponivel desde o 25/27 de Junho até 10 de Setembro. Preciso deste trabalho para pagar o meu doutoramento. Não interessa se é a lavar pratos, empregada doméstica, tomar conta de crianças quelquer coisa. Mais uma vez peço desculpas pelo meu atrevimento.Muito Obrigada, e por favor ajude-me. O meu mail é grarute@gmail.com
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lucineia oliveira feil on 03/21/2010 00:26:55
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procuro trabalho urgente, se poder me ajudar ficarei grata. desde ja obrigado!
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anabela jesus on 06/03/2010 00:40:23
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SR CARLOS BERNARDINO foi com carinho e saudade que li a sua entrevista e é com grande satisfação que lhe dou os meus parabens , sendo que trabalhei aí no lux á cerca de dez anos e me apaixonei por esse país até hoje. tive uma grande oportunidade e não a agarrei... vim para portugal onde estou até hoje e não há dia que não pense em voltar para o país que me roubou o coração, mas hoje tenho 38 anos e uma casa a pagar um miudo de 7 anos para sustentar e aqui está muito dificil mas tenho receio de me aventurar como fiz antes . naquela altura não tinha casa nem filho , fui á aventura sem conhecer nada nem ninguem. gostava de lhe contar a minha história mas certamente tem mais que fazer senão estar aler histórias . mais uma vez parabens pela sua força e coragem se algum dia tiver algo para mim em que eu possa arriscar aqui estarei pois esse é o país do meu coração.não tenho medo de trabalho e faço de tudo um pouco trabalhei 11anos em restauração aí e na suiça onde estive 5 anos hoje trabalho com cerâmica e decoração . um abraço e gostava de receber noticias. quando trabalhei aí estive em esch sur alzette
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catarina luz on 03/19/2011 01:55:57
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bon jour mr. bernardino, tenho alguns cursos na area do haccp, e de gestão de restaurantes, sei que vai abrir algo no luxemburgo, bem oerto de windhoff, onde trabalho. estou interessada em saber as condiçoes para abrir em bacharras. os meus melhores comprimentos.
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LÁZARO CASTANHEDA on 03/30/2011 16:46:40
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boa tarde, eu só naturalizado portugues, mais so cubano, moro acá já 11 anos, eu tenhio curso, mais no és por causa de meo curso q le esto a pedir trabalho, es mais por a situação de desempleo em q me encuentro, agradezo q sim tiviera cualquier trabalho donde eu poça ganar um salario desente me ayuden, ficaré agradecido por toda a vida. TRABALHO ES O Q PRECISO NO INTEREZA U RAMO.MUITO OBRIGADO. 961591589 LISBOA.
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vitor marques on 08/20/2011 13:50:03
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Carlos Moura Bernardino, apreciei imenso a sua entrevista, ficou-me na retina, a sua frontalidade e honestidade de carácter, pessoa de coluna vertebral direita e sem rabos de palha, gostaria de ter o seu email, para futuras trocas de impressões e ideias, não sou muito de escovar as pessoas mas o sr. parece-me uma pessoa intelectualmente honesta, bem haja por isso.
um grande abraço desde vila nova de gaia/porto/portugal
Sucessos e Saude
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abel fernandes martins on 09/15/2011 13:07:18
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bom dia sr.carlos moura.
sou uma pessoa da zona do geres,e necessito muito trabalhar no luxemburgo.possuo experiencia no ramo da restauraçao , nao escolho tarefas , faço qualquer coisa,lavar pratos ,empregado de mesa ,limpesas.falo frances ,e um pouco de ingles.por favor peço que tome em consideraçao este meu pedido.obrigado.tlm969558000
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oscar lopes on 09/21/2011 23:11:54
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SR CARLOS BERNARDINO lê a sua entrevista gostaria trabalhar no luxemburgo,tenho experiência hotelaria mas nao me importo de fazer outra coisa falo regular inglês, françês nem por isso se me puder ajudar agradeço.o meu mail oscar_lopes81@hotmail.com
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vanessa pica on 10/17/2011 14:56:32
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ola sr.carlos eu vim para o lux mais o meu conpanheiro e a minha filha tem 4 anos eu estou desenpregada e estou a viver com os meus sogro e so o meu companheiro e o meu sogro e que trabalham e eu estou desesperada por nao trabalhar pois e complicado so falo portugues e nao tenho carta se o senhor tiver alguma coisa para mim agradecia moro na zona de grevenmercher tel.691258067 meus comprimentos obrigado
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Pekanbaru on 11/10/2011 19:42:46
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gostava de lhe contar a minha história mas certamente tem mais que fazer senão estar aler histórias . mais uma vez parabens pela sua força e coragem se algum dia tiver algo para mim em que eu possa arriscar aqui estarei pois esse é o país do meu coração.não tenho medo de trabalho e faço de tudo um pouco trabalhei 11anos em restauração aí e na suiça onde estive 5 anos hoje trabalho com cerâmica e decoração . um abraço e gostava de receber noticias. quando trabalhei aí estive em esch sur alzette
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