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A ferramenta que faltava às associações

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image (Da esq. p/ a dta.) Pablo Sánchez, Gualter Veríssimo e Luís Santiago

A Maison des Associations vê o movimento associativo como o motor da sociedade. O seu logótipo “Notre Maison est votre Maison!” ("Nossa casa é a sua Casa") transmite bem a vontade de acompanhar uma sociedade em constante evolução.

Só em 2007 a Maison des Associations, uma associação sem fins lucrativos, foi reconhecida como tal. No entanto, desde 2005 que a associação ambiciona juntar as diferentes comunidades existentes no Grão-Ducado através da sua vida associativa.

“A reflexão da Maison des Associations começou há cinco anos, mais ou menos. A Maison des Associations foi constituída em 2007 e foi só a partir desta altura que fomos reconhecidos. Em 2008 foi-nos concedido um local pelo Ministério da Família e da Integração e só a partir daí é que pudemos dar início às nossas actividades, designadamente colocar à disposição das associações, membros ou não, salas de reunião para as suas diferentes actividades. Em 2009 obtivemos subsídios que nos permitiram contratar pessoal”, explica Pablo Sánchez, presidente da Maison des Associations.

A Maison des Associations é um projecto que reúne diversas federações que colaboram com o Ofício Luxemburguês de Acolhimento e Integração (OLAI). “A Maison des Associations é uma associação sem fins lucrativos (asbl) da qual fazem parte as quatro grandes federações do Luxemburgo, nomeadamente, a Amitié Portugal-Luxembourg a Confédération de la communauté portugaise à Luxembourg, a Fédération des Associations des Espagnols au Luxembourg e a Fédération des associationscap-verdiennes au Luxembourg”.

A ideia de criação da associação surgiu no âmbito da necessidade de uma logística por parte das pequenas associações. “A Maison des Associations pretende ajudar as associações com uma actividade dinâmica, não importa qual seja, com a condição que elas promovam a interculturalidade, que elas se metam em contacto com pessoas de nacionalidades diferentes e com organizações diferentes”, explica o presidente.

Pablo Sánchez considera fulcral que “se conseguirmos juntar as associações de origem diferente a trabalhar em conjunto será uma aposta ganha”, sendo que pretendem incentivar e ajudar as associações portuguesas, chinesas, britânicas ou qualquer que seja a nacionalidade a efectuarem parcerias com outras associações estrangeiras. “Não queremos que as pessoas permaneçam isoladas no seu canto, mas que se unam”, sublinha.

Associações podem utilizar o espaço da associação

A Maison des Associations (46, rue du Mühlenbach, Luxemburgo) tem à disposição espaços para que as associações em geral possam realizar as actividades. “Se as associações precisarem de uma sala para se reunirem, podemos colocar à sua disposição uma sala para o efeito, na medida dos meios que dispomos. Mas o objectivo principal é juntar as associações para que se aperceberem da sociedade luxemburguesa”.

Fazendo referência aos variados projectos a que a asbl está ligada distingue-se um curso de línguas realizada por uma organização luxemburguesa nas salas da Maison des Associations; a realização de actividades com crianças, efectuadas por uma outra organização e terão ainda um grupo de teatro a operar brevemente.

A política de comunicação da Maison des Associations destaca-se através de um boletim de informação e de uma eventual emissão via rádio. “O número zero do boletim de informação 'Espaces' foi sobretudo para divulgar e apresentar a Maison des Associations, os voluntários europeus que nos vieram apoiar, algumas actividades das associações e o grande projecto Festivasion. Criámos igualmente há pouco tempo o site de internet da Maison des Associations (www.maisondesassociations.lu) e também estamos a negociar com a rádio para implantarmos um outro projecto que temos em mente. Queremos emitir informações via rádio de uma maneira diferente”, adianta.

Gualter Veríssimo e Luís Santiago, obreiros da Maison des Associations, são responsáveis pelo estabelecimento dos contactos com as pessoas que se dirigem à associação, encarregam-se da transmissão das informações ao conselho de administração e ainda desenvolvem alguns projectos a nível dos seniores.

Serviço Europeu Voluntário

O Serviço Voluntário Europeu (SVE) é um projecto da União Europeia, no âmbito do projecto “jeunesse en action” (juventude em acção). Neste projecto as associações têm o objectivo de desenvolver os seus projectos com os voluntários durante o prazo máximo de um ano.

Gualter Veríssimo que foi o primeiro voluntário do SVE relata, “Os voluntários têm a possibilidade de propor novas ideias para os projectos. O objectivo do serviço é que eles possam aprender aqui competências importantes que possam servir para o seu futuro”.

O SVE actualmente dispõe de duas voluntárias, uma portuguesa e uma espanhola, que segundo o colaborador da Maison des Associations, estão super motivadas.

Para poderem participar no SVE tem que se ter entre 18 e 30 anos e ser cidadão europeu.

O SVE é uma experiência enriquecedora e que só tem vantagens já que tudo é pago. “O voluntário dispõe de uma bolsa onde tudo está incluído, desde o alojamento à alimentação. Além de poder conhecer o país, o voluntário têm ainda direito a um curso de línguas e a participar nos projectos onde assumem responsabilidades”, salienta Gualter Veríssimo.

Vera Fernandes

Ver: http://correio.editpress.lu/sociedade/3675.html

 

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