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Uma fortaleza aberta ao público

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image Jeannot Krecké, ministro da economia, e o arquitecto François Valentiny diante do pavilhão luxemburguês

Logo no primeiro dia de abertura ao público da Exposição Universal em Xangai, a 1 de Maio, o pavilhão do Luxemburgo foi procurado por perto de 10% dos visitantes.

Sob o slogan “Small is Beautiful too” (”Pequeno também é bonito”) o pavilhão do Grão-Ducado, presente na Exposição Universal em Xangai, registou perto de 20.000 visitantes só no primeiro dia. Nesse mesmo dia entraram 204.000 visitantes no recinto da ExpoXangai 2010.

Ao longo dos dias os visitantes do pavilhão do Luxemburgo têm aguardado alinhadamente à entrada pela sua vez de visitarem o espaço. Uma espera que chega a ser de 2 horas.

O pavilhão, inteiramente erguido a partir de materiais recicláveis (ferro, madeira e vidro) insere-se no conceito da exposição “Better city, Better life” (Melhor cidade, melhor qualidade de vida”).

“Surgiu-me a ideia deste projecto durante uma viagem de comboio entre Estugarda e Mannheim. Telefonei para o escritório e quando cheguei ao Luxemburgo os meus colaboradores já tinham feito uma pequena maqueta”, contou sorridente o arquitecto François Valentiny do gabinete de arquitectura luxemburguês Hermann & Valentiny.

O pavilhão “Floresta e Fortaleza”, tradução do nome chinês “Lusen bao”, concorre com pavilhões como o dos Estados Unidos da América ou o da França mas tem sido um dos mais procurados pelos visitantes por entre os 242 pavilhões presentes.

Para além da sua estrutura 100% ecológica, que dá destaque a materiais característicos do país como o ferro e a madeira, o pavilhão luxemburguês coloca ainda em evidência o vinho do Luxemburgo através de algumas dezenas de pés de videira plantados na traseira do imóvel.

Porém, e apesar da exposição já se encontrar aberta ao público desde o início do mês, serão ainda realizadas pequenas adaptações no pavilhão, nomeadamente a colocação de alguns bancos e de alguns guarda-sóis no terraço da infra-estrutura para que os visitantes ali possam repousar durante breves minutos e abrigarem-se do calor.

No seu interior, o pavilhão não dispõe de obras de arte levadas de museus luxemburgueses, mas sim de meia-dúzia de LCD’s que através de pequenos filmes falam do multiculturalismo existente no Luxemburgo e dão uma imagem real do país, tanto a nível profissional, como económico, como ambiental.

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