Cinco séculos depois, portugueses voltam à China
Depois de ter organizado a Expo 98, Portugal não desperdício a oportunidade de voltar a mostrar ao mundo o que sabe fazer e marca presença na Exposição Universal, em Xangai.
Na cidade mais populosa da República Federal da China, Xangai, onde se erguem edifícios como o Oriental Pearl Tower, com 468 metros de altura, e a World Financial Tower, com 492 metros de altura, foi inaugurada, no dia 1 deste mês, a Exposição Universal.
À semelhança da maioria dos países a nível mundial, Portugal não quis perder a oportunidade de marcar presença no imenso mercado chinês e aderiu ao certame.
O pavilhão, um projecto do arquitecto Carlos Couto, é totalmente revestido a cortiça, reflectindo deste modo o conceito de sustentabilidade dos edifícios das cidades contemporâneas.
Enquanto esperam na fila para entrarem no pavilhão, os visitantes chineses intrigam-se com o material de que é revestido e pavilhão e não resistem a tocar-lhe assim que têm oportunidade de se aproximarem das paredes.
Cultura portuguesa em destaque
Depois de se passar a porta, e numa primeira fase, o pavilhão realça as relações históricas entre Portugal e a China que remontam há cinco séculos. O arquitecto privilegiou os traços da arquitectura portuguesa e criou uma espécie de entrada de mosteiro, não tendo as arcadas sido esquecidas.
Numa segunda fase, os visitantes ficam a conhecer alguns traços culturais, sociais e económicos da sociedade portuguesa através de um conjunto de imagens que dão origem a um pequeno filme sobre Portugal.
Tendo em conta o tema do pavilhão "Portugal, uma praça para o mundo e Portugal um mundo de energias", o espaço dá ainda grande destaque às políticas energéticas e ao desenvolvimento tecnológico, tal como à capacidade científica e tecnológica portuguesa.
Numa última fase, os visitantes podem tomar contacto directo com produtos tradicionais portugueses através de um pequeno espaço comercial e também de um café-restaurante onde se pode saborear um bom café acompanhado por um pastel de nata ou, à hora das refeições, saborear a boa gastronomia portuguesa.




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