Turistas voltam a procurar o Luxemburgo
Roland Pinnel, director do Luxembourg City Tourist (LCTO) diz "ver a luz ao fundo do túnel" no que respeita ao aumento do número de turistas que visitam o Luxemburgo.
Os números demonstram que o Grão-Ducado voltou a despertar o interesse dos turistas. Na base da ideia encontram-se quatro indicadores, são eles: a procura de informações no gabinete de acolhimento, localizado na place Guillaume, o números de visitantes dos "casemates" do Bock e da Pétrusse, as intervenções dos "points jaunes" - estudantes que percorrem a parte alta da cidade com a inscrição "ask me", disponíveis a prestar informações a quem as solicite - e, por fim, o número de visitas guiadas.
Quanto ao gabinete de acolhimento de turistas, este registou 97.309 pessoas durante os primeiros sete meses do ano, contra 94.762 no ano anterior e contra 125.553 em 2007. Uma baixa justificada pela presença dos pontos "ask me" e pelo aparecimento de novos comportamentos ocasionados pela Internet, tal como explicou Roland Pinnel: "Os turistas que se apresentam no acolhimento já não têm as mesmas necessidades. Eles já não confundem 'catacombes' com 'casemates' mas têm questões extremamente concretas", avalia.
Quanto ao número de visitantes dos "casemates", eles foram de 49.572 contra somente 24.763 em 2009. Uma diferença contudo justificada pelo encerramento das "casemates" da Bock, no ano passado, durante os primeiros cinco meses do ano.
Também o número de visitas guiadas aumentou este ano comparativamente a 2009. Já em Janeiro foram registadas 79 visitas e 89 em Fevereiro. O número foi aumentando com o passar dos meses e a chegada do bom tempo, até totalizar as 2.870 visitas no passado mês (2.759 em 2009). As visitas são propostas em 17 línguas.
No entanto, este número foi vítima do vulcão islandês uma vez que doze grupos, maioritariamente vindos do Japão, anularam a sua visita ao Grão-Ducado.
O director do LCTO que havia anteriormente anunciado uma época difícil para o turismo luxemburguês, devido à crise económica, encontra-se agora optimista quanto à retoma do sector. "A luz é perceptível do outro lado do túnel e de acordo com certos olhares, podemos mesmo considerar que já saímos da crise", disse Roland Pinnel.




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